.as certezas que se deve ter.
É como amar. Basta um momento para que o prédio todo desmorone ou o mundo inteiro sorria. E é como se fizesse mesmo sentido fazer isso ou aquilo no momento que passou. Faz parte que a gente saiba, de vez em quando, o jeito de agir nessa situação desconforto e naquela de extrema alegria. Pequenos e lentos amadurecimentos dirários, eu diria. Em que a gente percebe (ou aprende) que a vida passa, não tão rápido quanto alguns acham, e nem tão de vagar como gostaríamos que fosse. E por constatar que somos efêmeros, basta mesmo uma certeza ínfima para dignificar nossas escolhas. Escolhas completamente nossas, para honrar o livre-árbítrio que nos foi dado. É como acreditar num bom amigo. Uma certeza, dessas que não são de fato, mas que poderiam e deveriam ser. E que por serem assim pensadas, vale que a gente acredite tão intensamente a ponto de tornar real o que foi imaginado. Não como em contos de fadas, em que príncipes nos despertam do sono profundo. Um voto de confiança, uma certeza absoluta (porque se é certeza, é absoluta) de um sim ou um não. Um beijo de despertar de nós em nós mesmos. Acreditar é um carinho que merecemos. E como é necessário que de vez em quando a gente saiba exatamente onde pisar no próximo passo...
"Não se sabe tudo, nunca se saberá tudo, mas há horas em que somos capazes de acreditar que sim, talvez porque nesse momento nada mais nos podia caber na alma, na consciência, na mente, naquilo que queria se chamar ao que nos vai fazendo mais ou menos humanos".
(Saramago, em As Pequenas Memórias)
Eu sempre acredito, ainda que eu diga que não.
ResponderExcluirDigo que não pra aumentar o SIM ao ouvir o comentário (na maioria das vezes) otimista do amigo! :)
Exatamente o que eu precisava ler hoje. Obrigada.
ResponderExcluirPerfeita! Como é bom se sentir mais gente.
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