9 de novembro de 2011

.anotações sobre um sonho.

À ausente

Hoje fugi do redemoinho, querida. Cansei da vertigem, e entendo se me disser que foi por medo.Talvez tenha sido mesmo. Mas eu chamaria de precaução. Tenho estado amedrontada por muitos monstros, reais e imaginários. Mas você não. Você não me assusta. Fez-se invisível tantas vezes, que acreditei. Acreditei ter saído do redemoinho e ter te deixado lá, desfazendo-se feito nuvem. Foi bonito até, que sua invisibilidade tenha, de repente, se tornado nuvem pra mim. Poetizei-nos, e isso me basta. E qualquer espaço deixado há de se tornar lembrança, eu saindo do redemoinho, e você, nuvem.

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