Nunca escrevi aqui sobre ele. E nem deveria, acho. O anonimato sempre lhe caiu bem. Ainda que seu jeito de comer nunca tenha sido dos mais discretos. Um dos
meus maiores afetos, uma das minhas maiores saudades cotidianas. Um laço apertado. Meu vínculo preferido. Mesmo sangue. Marrento, teimoso, apaixonado - por ela, pela vida, por mim, pela mutação das coisas. Um ser de quem não aprendi a me despedir. Deve ser o sorriso de menino ou a habilidade de me abraçar, me pegar no colo e me jogar pra cima, ora literalmente, ora com um olhar. Ele que não faz birra, e se esconde de quem lhe quer mal. Fala alto e briga como proteção. É sentimento de mais. E uma parte é meu. Ainda bem, porque uma parte de mim é dele também.
Um texto para afirmar que nada substitui um bom irmão e todas as aventuras vividas juntos...
Há muitas maneiras de amar, e uma delas é Assim: sem esperar nada em troca.
a/c Binho, a quem sempre quero ter motivos pra amar.
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